Que o Boxer é companheiro e protetor ninguém duvida. Mas será que ele é realmente capaz de agredir um intruso para defender o dono?
Ele une o útil ao agradável. É definido como alerta, corajoso, autoconfiante, forte, veloz e determinado. Tem uma extraordinária devoção à família, um instinto de proteção excepcional. A afeição que dedica às crianças é mundialmente conhecida. Quem convive com o Boxer percebe logo a sua boa índole e que age com as pessoas de fora sem a mesma agressividade que faz a fama das raças de guarda mais ostensivas.
Ao deparar com um estranho no portão, o Boxer costuma apenas observá-lo atentamente enquanto não se sentir ameaçado. Mesmo ao perceber algo suspeito não toma atitudes totalmente agressivas de início: prefere dar o alarme, latindo. Quando o visitante é bem recebido pelo dono, pode até mostrar-se amistoso e receptivo. Nada a ver com a reserva e desconfiança que conviria a um guardião linha-dura.
O estilo do Boxer nada tem a ver com o popular quanto mais fera, melhor. Ele só revida ao sentir ameaça, como quando há uma invasão ao seu território. "Antes de avançar, o Boxer julga a situação e a reação das pessoas. Ser dócil e sociável não o impede de ser corajoso a ponto de defender o dono até a morte", assegura Hilda Drumond, cinóloga, juíza de todas as raças, que criou Boxers por 45 anos. "O extremo apego do Boxer à família é a sua motivação para agir quando há perigo".
Um estranho, mesmo que pareça ter se tornado amigo de um Boxer, não fica livre de ser reavaliado na próxima visita. "Se eu deixar o Boxer com um desconhecido, o cão até gostará da companhia; mas se a pessoa deixar de ser bem-vinda, possivelmente será defensivo. "O Boxer é um dos poucos cães capaz de se transformar, indo da extrema docilidade à extrema agressividade, porém mantendo o autocontrole". Cara de bravo, postura alerta e peito projetado para frente - essas características físicas dão ao Boxer uma aparência que atemoriza
Autora: Flavia Martins
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